Maioria do Conselho do Ipreville aprova aumentar rombo no caixa do Instituto

Com voto contrário do Sinsej, em reunião no dia 14 de janeiro, o Conselho Administrativo do Ipreville aprovou aumentar o rombo no caixa do Instituto parcelando dívidas de R$ 128 milhões da Prefeitura. Dessa vez, o Conselho foi conivente com o parcelamento de R$ 69 milhões resultantes do refinanciamento de dívidas da Prefeitura em 2020 e mais R$ 59 milhões acumulados pela suspensão das contribuições patronais referentes aos vencimentos dos servidores de março a novembro passados. A representante do Sinsej, Jane Becker, defendeu o pagamento urgente das parcelas.

Sob novo governo, a Prefeitura de Joinville mantém a postura dos anos anteriores refinanciando dívidas e colocando em risco o futuro do Ipreville. O rombo no caixa da autarquia gerado pela má gestão da Prefeitura se aproxima de R$ 1 bilhão, enquanto a categoria contribui mensalmente com sua parte.

Em breve um projeto de lei sobre o tema deve ser encaminhado pelo Executivo para a Câmara de Vereadores.

Queremos transparência nas contas e concurso público

Além da preocupação acerca do rombo no Ipreville, os servidores de Joinville devem estar atentos à nova proposta de reforma da previdência já anunciada pelo novo prefeito, porém sem detalhes. O motivo alegado pela Prefeitura é a perda do CRP – Certificado de Regularidade Previdenciária – e consequentes perdas de financiamentos federal para o município por conta do déficit atuarial no Instituto, conforme indica a reforma da Previdência do governo Bolsonaro de 2019.

A direção do Sinsej pede transparência nas contas do Ipreville e defende que se existe um déficit atuarial, ele deve ser sanado com o pagamento das dívidas acumuladas pela Prefeitura e com a contratação de mais servidores via concurso público. A realização do concurso também vai melhorar o atendimento à população e a saúde do servidor, que sentem a cada dia a precarização dos serviços públicos.

O Ipreville é de quem paga sua cota em dia

O Ipreville é do servidor e somos nós quem mantemos em dia nossas contas com o Instituto. Não é justo termos nossos salários reduzidos e pagarmos ainda mais pela má gestão da Prefeitura que põe em risco o futuro da nossa aposentadoria. Precisamos estar organizados para defendê-lo. Nossa luta vitoriosa contra o aumento da alíquota em 2020 é exemplo que deve ser seguido em 2021.

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