Nova rodada da Campanha Salarial sem avanços

Após duas horas de duração, a segunda rodada de negociação da Campanha Salarial de Joinville encerrou na manhã de hoje (8) sem avanços em nenhuma das mais de 40 reivindicações da categoria. Sobre a reposição salarial, o prefeito mantém a posição de não conceder o aumento anunciado por ele mesmo, baseando-se na espera de um novo parecer do Tribunal de Contas e do Supremo Tribunal Federal. A direção do Sinsej reitera que não conceder o reajuste é uma decisão política do prefeito Adriano Silva (Novo) já que estes pareceres não são vinculantes, ou seja, o governo não precisa acompanhar já que não cabe ao TCE/SC julgar as contas anuais do município, prerrogativa que é da Câmara de Vereadores.

Outro ponto bastante debatido foi sobre os descontos dos dias de greve e paralisação. Apesar da insistência da direção do Sindicato para que a gestão revisse a decisão sobre os descontos já efetuados referentes às paralisações deste ano, o prefeito manteve-se intransigente. Já sobre os dias que ainda não foram descontados, o governo havia se comprometido em fazer um levantamento e apresentar uma proposta na reunião de hoje. Porém, os dados levados à mesa foram insuficientes para que o governo se posicionasse. A presidenta do Sinsej Jane Becker deixou claro ao prefeito e seu colegiado que a categoria está disposta a repor as horas e que a população precisa desse serviço. “Cabe ao governo a responsabilidade de permitir que as servidoras e os servidores reponham para a sociedade as horas de trabalho em que estavam lutando por melhores condições de trabalho, salário e pelo seu direito à aposentadoria”, declarou.

A reunião encerrou sem que houvesse qualquer avanço. Nem mesmo uma nova data para a retomada das negociações foi acordada, ficando condicionada à capacidade da gestão em levantar os dados de forma precisa e clara sobre os dias e o número de servidores que aderiram às paralisações e sobre os descontos salariais já consolidados. “A categoria segue sendo desrespeitada por Adriano e seu governo que de novo não tem nada”, afirmou Jane. Enquanto o prefeito se mantém intransigente em relação às reivindicações da categoria, a reforma da Previdência de sua autoria segue tramitando na Câmara de Vereadores. Lá, sua base aliada insiste em aprovar os projetos que irão dificultar o acesso à aposentadoria, diminuir o valor do benefício e reduzir os salários com o aumento da alíquota paga pelos servidores ao Ipreville dos atuais 11% para 14%. Todos esses ataques exigem ainda mais mobilização e luta da categoria, que segue firme na defesa da sua aposentadoria, no atendimento à população, no combate à pandemia da Covid-19, à endemia de dengue e ao sucateamento do serviço público imposto pelos atuais governos.

A luta em defesa da nossa aposentadoria continua! – A direção do Sinsej está intensificando as visitas aos locais de trabalho, atualizando as informações sobre a tramitação da reforma e levando centenas de cartas a serem entregues à população em defesa do serviço público, do salário e da aposentadoria dos servidores. A carta, repleta de argumentos e provas do mal que esta reforma trará principalmente para quem mais precisa do serviço público, pode ser retirada também na sede do Sinsej. O objetivo é que ela alcance o maior número possível de pessoas para que a sociedade saiba o quanto será prejudicada se esta reforma do prefeito Adriano passar.

 

 

One thought on “Nova rodada da Campanha Salarial sem avanços

  • 8 de junho de 2021 em 18:55
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    A decisão política do prefeito em não conceder reajuste aos servidores, defendendo argumentos não tem base e justificativa jurídica.
    Cabe ao Sinsej intensificar a campanha pela não aprovação da Reforma da Previdência através de redes sociais e panfletos.
    Os nomes dos vereadores que defendem a Reforma e são contra os servidores deveram ser citados nos panfletos e distribuídos junto a população.
    Como a Reforma da Previdência no serviço publico afeta a população deve estar claro nos panfletos.

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