Comissão de Educação confirma que denúncias do Sinsej são verdadeiras

A Comissão de Educação da Câmara de Vereadores de Joinville se reuniu na última terça-feira (10) para discutir os problemas causados pela terceirização das cozinhas das escolas municipais da cidade. E a reunião confirmou que tudo o que o Sinsej denunciou nos últimos dias, de fato aconteceu.

Presente no plenário Câmara, o secretário da educação, Diego Calegari, até tentou tratar as denúncias do sindicato como desinformação e fake News. Porém, foi confrontado pelos relatos recebidos pelos vereadores e até por pessoas que foram para a comissão com o objetivo de defender o governo. Por fim, acabou admitindo que os problemas relatados pelo Sinsej de fato ocorreram.

Filas enormes para pegar a merenda, falta de equipes completas trabalhando nas cozinhas, orientação de que não haveria repetição e que alunos não poderiam perder o cartão, pois ficariam sem comer foram algumas das denúncias feitas pelo sindicato desde que a prefeitura terceirizou a gestão das cozinhas do município. Tudo foi publicado no site e nas redes sociais da entidade, com fotos e vídeos comprovando as denúncias. Nos comentários das publicações, os pais, alunos e servidores comprovavam o que o Sinsej estava afirmando, relatando ainda outros problemas que ocorriam nas unidades de ensino. O mesmo acontecia nas redes sociais da própria prefeitura.

Ainda assim Diego Calegari tentou tratar como mentira algumas das denúncias feitas. Chegou a afirmar: “não ocorreu de uma criança esquecer a carteirinha e não comer”. Na sequência, um vereador trouxe o relato de uma mãe que dizia exatamente o contrário. Calegari defendeu-se dizendo que nada foi relatado para a ouvidoria da prefeitura ou para a secretaria de educação. A ideia de que – se o problema não chegou até mim, eu também não vou atrás – vinda de um secretário de uma pasta como a educação é de se lamentar. Muitas coisas que acontecem nas escolas, não são repassadas diretamente para a prefeitura via canais oficiais, até porque boa parte da população sequer tem conhecimento da existência desses meios. Isso não significa que os problemas não existam e que devam ser ignorados.

Se o secretário tratasse as denúncias do Sinsej como sérias, teria verificado esse caso aconteceu em mais de uma unidade do município. Mas não esperamos grandes coisas de uma gestão que acha que o mundo gira em torno deles.

Por fim, Calegari admitiu que podem ter ocorrido problemas pontuais, mas que a secretaria estava trabalhando para equacioná-los. Bom, se realmente os problemas aconteceram, o secretário não pode chamar de desinformação ou fake News o que o sindicato denunciou. Embora o caso das filas não seja pontual, uma vez que segue ocorrendo em várias unidades do município, alguns outros de fato foram solucionados pela gestão. Porém, isso não os torna inexistentes e nem exime o secretário de críticas.

Outro relato feito na Comissão foi de que as próprias escolas fizeram adequações para melhorar a situação no horário intervalo. É muito importante lembrar que esse trabalho deveria ser feito pela secretaria e não pelas escolas. Não é função dos servidores e contratados resolverem problemas da empresa terceirizada. E muitos se sacrificaram em prol dos alunos nestas últimas semanas.

O Sinsej também é contrário a ideia do aumento do tempo de intervalo. Não é possível que seja cogitada a redução do tempo de ensino e aprendizado das crianças porque uma empresa não consegue dar conta de um serviço que era feito de forma exemplar até duas semanas atrás pelos servidores. Ou a empresa resolve os problemas ou a prefeitura que assuma o erro e rompa o contrato. O aprendizado dos estudantes não pode ser afetado por incompetência de terceiros.

O Sinsej continuará fiscalizando e denunciando a situação nas escolas. Além disso, irá reunir provas e relatos das situações que ocorrem nas unidades de ensino para levar aos órgãos competentes. No início do mês de novembro está marcada mais uma reunião da Comissão de Educação para debater essa questão.

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