PA Norte: teto desabando e mais reforma
O Sinsej recebeu denúncia em 15 de junho de que parte do teto de um dos corredores do PA Norte ameaçava cair sobre as cabeças de servidores e usuários da unidade. Essa situação não é nova e há confirmação de servidores de que placas que compõem o teto já chegaram a despencar, de fato, em áreas de leitos e circulação de pessoas.
A decisão, inconsequente, de manter o atendimento regular durante as obras de conserto do prédio do PA NORTE expõe servidores e usuários a riscos desnecessários, e pior: trabalhar em meio à poeira, barulho e estruturas de construção, além da possibilidade de acidentes, é incompatível com a própria finalidade do serviço de saúde: promover recuperação e cuidado. É inadmissível que profissionais e pacientes sejam submetidos a essas condições.
A situação chama ainda mais atenção porque se trata de uma unidade que passou por recente inauguração e já necessita de novas reformas. Para transformar o PA Norte em UPA é necessária a implantação de mais leitos, mas isso não pode ocorrer à custa da segurança dos trabalhadores e da população.
O SINSEJ tem denunciado reiteradamente que a política adotada pelo município privilegia remanejamentos, adaptações e soluções emergenciais, sem enfrentar o déficit estrutural da rede. É uma prática que não garante resposta adequada à demanda crescente e acaba criando escoadouros dos recursos públicos. Servidores da unidade alertam que esta é mais uma reforma que já nasce fadada ao fracasso, sujeita a reproduzir velhos erros e incapaz de resolver os problemas históricos.
As limitações físicas da unidade evidenciam esse problema: salas insuficientes e inadequadas e uma pediatria com espaço reduzido e leitos que existem só no papel, pois, na prática, acabam sendo desviados para a população adulta e levam o sistema ao colapso.
Outro ponto já apontado pelos trabalhadores é que o PA Norte acaba absorvendo uma demanda superior à espontânea. A regulação continua encaminhando pacientes trazidos pelo SAMU e pelo Corpo de Bombeiros e a unidade ainda recebe pacientes no contrafluxo hospitalar, mesmo diante da falta de vagas nos leitos, contribuindo assim para a superlotação.
Soma-se a isso uma preocupação grave relacionada à segurança da própria unidade: trabalhadores do setor relatam que os hidrantes não possuem água, situação que representa risco adicional em caso de incêndio e exige apuração imediata, bem como o sistema elétrico que apresenta sinais de estar sobrecarregado.
O Sinsej comunicará a Secretaria de Saúde da gravidade da situação e requer, desde já, que medidas eficazes sejam tomadas.
A saúde pública de Joinville precisa de investimentos, ampliação efetiva da capacidade instalada, valorização dos servidores e condições seguras para o atendimento da população.
