Sérios ataques da Prefeitura encerram 2013

Diretores do Sinsej combateram medidas na Câmara de Vereadores
Diretores do Sinsej combateram medidas na Câmara de Vereadores

Na semana passada uma parte dos servidores de Joinville foi vítima do mais sério ataque à categoria desde que Udo Döhler assumiu a Prefeitura, em janeiro. A maior parte deles são trabalhadores das sub-prefeituras e cozinheiros.

O prefeito extinguiu os cargos de cozinheiro, frentista, mecânico de manutenção industrial, mecânico de máquinas, mecânico de motocicletas, mecânico de veículos e soldador. Essa ação em massa prepara a terceirização desses serviços, com destaque para as cozinhas das escolas e dos Centros de Educação Infantis (CEIs).

Além disso, os cargos de carpinteiro, encanador, marceneiro, pedreiro, pintor, vidraceiro e agente operacional de obras foram transformados em agente operacional de edificações e obras. Do mesmo modo, essa transformação prepara a entrega total dos serviços de manutenção para empresas privadas. Até então, estes trabalhos eram realizados pelos servidores lotados nas sub-prefeituras.

Outros cargos que foram agrupados são: motorista, operador de empilhadeira, operador de motoniveladora, operador de pá-carregadeira, operador de retroescavadeira, operador de rolo vibratório e operador de trator de esteira. Estes servidores passarão a serem condutores de veículo automotor. Com essa ação, além da já citada terceirização, a Prefeitura prepara a eliminação do maquinário pesado hoje à disposição das sub-prefeituras.

Enfraquecimento da categoria

Ao extinguir cargos com o franco objetivo de entregar setores inteiros para a iniciativa privada, a Prefeitura enfraquece os servidores e o seu instituto de previdência. Com menos servidores trabalhando, menos dinheiro é destinado ao Ipreville, que já apresenta deficiências atuariais.

É preciso ressaltar também que o governo de Udo Döhler acaba de promover mais um parcelamento de mais de R$ 20 milhões da cota patronal da contribuição previdenciária dos servidores.

A terceirização dos serviços de obras, das cozinhas das escolas e dos CEIs, bem como a entrega de grandes somas de dinheiro público a empresas privadas, também desfavorece os servidores e a própria cidade. O dinheiro da Prefeitura, recurso dos contribuintes, servirá para custear o lucro das empresas que prestarão os serviços. Ao invés disso, ele deveria retornar inteiramente em atendimento de qualidade à população.

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