SINSEJ CONVOCA SERVIDORES DA SAÚDE PARA ATO PÚBLICO NESTE DIA 10 DE DEZEMBRO EM FRENTE À PREFEITURA DE JOINVILLE

Ato quer chamar atenção sobre a defesa da saúde pública e do direito ao recesso dos servidores

Reunião virtual do Sindicato com a categoria, dia 8 de dezembro, deliberou realização do ato

Às 17 horas desta quinta-feira, 10 de dezembro, servidores públicos municipais da saúde realizam manifestação em frente à Prefeitura Municipal de Joinville em defesa da saúde pública, melhores condições de trabalho e do direito ao recesso de final de ano, direito esse que o prefeito Udo Döhler (MDB) nunca respeitou. A realização do Ato foi deliberada em reunião virtual da categoria, nesta terça-feira (8).
Em mais uma atitude mesquinha, o prefeito-patrão não quer conceder descanso merecido de alguns dias, assim como está negando decretar ponto facultativo ou possibilitar qualquer outra medida que valorize esses trabalhadores, que há nove meses põem em risco sua saúde e a saúde de suas famílias para atuar no combate à covid-19.
Os servidores compreendem a necessidade de não deixar a população à mercê dos serviços públicos neste momento de pandemia, no entanto cobram medidas eficientes de combate à doença que desde março já tirou a vida de mais de 400 joinvilenses. Lembram que, mesmo diante do nível gravíssimo de contágio da doença, a prefeitura manteve as aulas presenciais durante todo o mês de novembro, o serviço de transporte segue funcionando sem regras eficientes para segurança sanitária e diversos serviços não essenciais continuam sendo prestados sem necessidade. Agora, até a própria prefeitura admite que o sistema de saúde está em colapso, com ocupação quase total dos leitos e UTIs destinados à covid-19.

Secretaria de Saúde não responde ao Sindicato
Sem continuar as negociações com o Sinsej (Sindicato dos Servidores Municipais), que desde o dia 1º aguardava uma resposta concreta da Secretaria de Saúde sobre o assunto, a Secretaria definiu abrir nove postos de saúde chamados Sentinela. Para isso todos os servidores estão sendo chamados a cumprir escala de trabalho, sem transparência sobre os critérios de convocação, sem possibilidade de receber hora-extra ou até mesmo acumular horas para um banco de horas positivo. Além dessas reclamações, a categoria também denuncia falta de material como seringas e medicamentos nos postos e até no almoxarifado do Hospital São José e que gestantes, consideradas como parte do grupo de risco, estão trabalhando normalmente no atendimento à população.
Diante de um próximo início de gestão de um novo prefeito que se elegeu prometendo velhas práticas de desmonte do serviço público, a categoria não vai desistir de lutar pelo direito ao recesso e pede a compreensão e apoio da população à valorização do servidor. Sabemos que, se abrirmos mão desse direito agora, será difícil recuperar depois.
A direção do Sinsej chama toda a categoria a participar dessa luta em defesa dos direitos, valorização e respeito. Chame seus colegas de trabalho, leve suas faixas e cartazes.
Recomendamos aos participantes tomar todas as medidas de segurança recomendadas como distanciamento, uso de máscara e álcool gel.

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