Obras inacabadas colocam em risco professores e crianças na E.M. Paul Harris

O Sinsej esteve na manhã de segunda-feira (3/8) na Escola Municipal Paul Harris onde constatou a situação precária e insegura enfrentada por professores, funcionários e estudantes, decorrente do atraso reiterado nas obras de reforma da unidade.

O que encontramos

O ambiente encontrado pelos diretores do sindicato não reunia condições mínimas para o retorno das atividades escolares após o recesso. Na visita, foram registrados:

  • Corredores alagados por vazamentos; 
  • Banheiros sem condições de uso; 
  • Salas de aula inconclusas; 
  • Detritos de construção espalhados pelos espaços de circulação; 
  • Ausência de local adequado para alimentação dos profissionais; 
  • Indisponibilidade das tecnologias de sala de aula, hoje indispensáveis para a execução do planejamento pedagógico. 

Diante desse quadro, alguns professores já se recusaram a assumir suas salas e o próprio corpo docente sugeriu a dispensa das crianças, ao menos até que as condições básicas de funcionamento sejam restabelecidas.

Uma obra que se arrasta há anos

O atraso não é um fato isolado nem recente. A obra da E.M. Paul Harris já se arrasta por anos sem solução, repetindo um padrão observado em, pelo menos, outras duas unidades da rede municipal que, já em 20 de julho, seguiam com obras em andamento sem qualquer medida de segurança ou reorganização do fluxo de atendimento. É o retrato do método do governo Novo: mascarar a ineficiência da gestão às custas da saúde e da segurança de servidores e usuários.

Em reunião a pedido dos professores da unidade, a Secretaria de Educação foi comunicada dos riscos e da inviabilidade da retomada das aulas nas condições em que a escola se encontra, sem que a administração apresente qualquer compromisso de curto prazo. Ao que se apurou, o horizonte informado pela gestão para a conclusão das obras se estende até junho de 2027, um prazo inaceitável diante da urgência da situação.

Tentativa de barrar a representação sindical

O Sinsej registra ainda, com grande preocupação, que a Secretaria de Educação impôs a continuidade da reunião com os professores sem que  o representante sindical pudesse fazer alguma intervenção. Esse gesto não é um detalhe: ele expõe a postura reiterada da secretaria de tentar reduzir e enfraquecer a representação sindical, atacando o direito legítimo à participação e à organização sindical nas discussões que envolvem a defesa dos direitos da categoria.

O que exigimos

O Sinsej exige da Prefeitura de Joinville e da Secretaria de Educação:

  1. Dispensa dos alunos enquanto o espaço de aula não oferecer condições seguras e adequadas  para o desenvolvimento das atividades;  
  2. Apresentação de um cronograma emergencial e realista de conclusão das obras, com prazos verificáveis; 
  3. Garantia irrestrita da presença e participação da representação sindical nas reuniões e negociações que envolvam as condições de trabalho da categoria; 
  4. Providências urgentes quanto à segurança dos professores, funcionários e estudantes em todas as unidades com obras em andamento na rede municipal. 

O Sinsej não vai se calar diante do descaso. Cobraremos, com todos os instrumentos ao nosso alcance, uma resposta resolutiva e imediata do governo municipal. A defesa da dignidade no trabalho e da segurança das crianças não é negociável.


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