Manifestação de grevistas questiona Colombo

Servidores da saúde estadual em greve fizeram, nesta quarta-feira (21/11), uma manifestação no Centro de Joinville cobrando uma proposta respeitável do governador Raimundo Colombo. Paralisados há 29 dias, os grevistas usaram a mobilização para pedir o apoio da população e pressionar o Estado. Com cartazes, faixas, carro de som e panfletos, eles conversaram sobre a gravidade da situação com as pessoas em frente ao terminal central de ônibus.

Os enfeites de natal perderam destaque às 15 horas quando trabalhadores, representantes de entidades populares e apoiadores da greve se concentraram na Praça da Bandeira. Cartazes com charges sobre a situação precária da saúde catarinense se espalharam pelo espaço. Com indignação, sentimento de luta e disposição para alcançar valorização, grevistas tomaram o microfone para expressar seus pensamentos e experiências da mobilização.

Durante a manifestação o Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde (Sindsaúde/SC) distribuiu um panfleto intitulado “Nota de esclarecimento aos servidores” – ver na íntegra abaixo. Nele a entidade explica o significado por trás do ofício entregue dia 14 de novembro pelo governo com sua proposta para o impasse. “Eles querem aniquilar e matar nossa categoria”, dizia o material sobre a proposta do governo, “querem continuar a exploração do trabalho com elevada carga horária e pagamento de míseros salários”. O sindicato também acusa o governo de ter desviado mais de R$ 100 milhões da saúde em 2011.

Criminalização e desafios

Os grevistas enfrentam vários desafios. O Ministério Público determinou que o movimento pode envolver apenas 70% dos servidores, que os paralisados têm que ficar há 200 metros de distância dos locais de trabalho, sem o uso de faixas e materiais explicativos neles. Em Joinville os trabalhadores da Maternidade Darci Vargas e do Hospital Regional estão concentrados na praça próxima ao Regional.

O sindicato estima que somente 37% dos funcionários estão ativos na maternidade segundo o último levantamento do movimento. Na quarta-feira (21/11), o sindicato recebeu a informação de que os enfermeiros que ainda trabalham deixaram seus cargos à disposição – não se responsabilizam mais pelo que possa acontecer dentro do hospital. A técnica de enfermagem ainda destaca que o movimento está aumentando, apesar da intransigência do Estado em negociar seriamente.

Em Florianópolis existe uma tentativa de criminalização da greve por meio do registro de boletim de ocorrência contra os trabalhadores que então com os braços cruzados. Eles são acusados de colocarem em risco a vida da população. O Sindsaúde/SC relata que 42 trabalhadores haviam deposto na delegacia até terça-feira (22/11).

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